Origem do Homem
 Evolução Humana
 Tempo Histórico
 Períodos da História
 Grandes Civilizações
 Descobrimento do Brasil
 Território Brasileiro
 Três Poderes
 Guerra do Paraguai
 Guerra Fria
 Primeira Guerra Mundial
 Segunda Guerra Mundial
 Revolução Russa
 Guerra dos Canudos
 Revolução Farroupilha
 Inconfidência Mineira
 Laifis de História
 Mais Conteúdos [+]

 Exercícios Resolvidos
 Provas de Vestibular
 Simulados On-line
 Jogos On-line

 Área dos Professores
 Atualidades
 Profissão Historiador
 Dicionário de História
 História Ilustrada
 Personalidades Históricas
 Resumos

 Curiosidades
 Lendas & Mitos
 Links Úteis
 Datas Comemorativas
 Efemérides
 Hoje na História
 Indicação de Livros
 Indicações de Filmes
 Vídeos
 Textos dos usuários
 Hinos
 Mapas Históricos
 Fale Conosco

 
Busca Geral

 

Guerra dos Trinta Anos


Richelieu  cardeal católico que apoiou os protestantes para derrubar a dinastia Habsburgo

Recebe o nome de Guerra dos Trinta Anos uma série de guerras e conflitos que diversas nações europeias travaram entre si a partir de 1618, principalmente na Alemanha, motivados por rivalidades religiosas, dinásticas, territoriais e comerciais.

Os conflitos religiosos ocorridos na Alemanha, mas que foram solucionados com a assinatura da Paz de Augsburgo em 25 de setembro de 1555  estabeleceram um período no qual cada príncipe podia estabelecer sua crença aos habitantes de seus domínios. O equilíbrio manteve-se enquanto as crenças predominantes restringiam-se à religião católica e luterana, mas a chegada do calvinismo complicaria o cenário. Considerada uma força renovadora, a nova linha religiosa conquistou diversos soberanos. Os jesuítas e a Contra-Reforma, por outro lado, contribuíram para que o catolicismo reconquistasse forças. Assim nasceu o projeto expansionista dos Habsburgos, idealizado por Fernando, duque de Estíria, que fora educado pelos jesuítas. O perigo ameaçava tanto as forças protestantes no Norte como a vizinha França.

À medida que o conflito se projetava, a luta ia sendo influenciada por muitos outros temas colaterais, tais como as rivalidades e ambições dos príncipes alemães e a obstinação de alguns dirigentes europeus, sobretudo dos franceses e suecos, em abater o poderio do catolicismo Sacro Império Romano-Germânico, a ferramenta política da família dos Habsburgos.

Esta situação fora desencadeada na segunda metade do século XVI pelas fraquezas do Tratado de Augsburgo, um acordo finalizado em 1555 entre o Sacro Império católico e a Alemanha luterana.

Os conflitos religiosos agravaram-se na Alemanha no andamento do reinado do Imperador Rodolfo II (1576-1612), período durante o qual foram arrasadas muitas igrejas protestantes. As liberdades religiosas dos crentes protestantes foram restringidas, nomeadamente as relativas à liberdade de culto; os oficiais do governo lançaram as bases do Tratado de Augsburgo, que criou condições para  refortalecer o poder católico. Com a fundação da União Evangélica em 1608, uma união defensiva protestante dos príncipes e das cidades alemãs, e a criação, no ano seguinte, da Liga Católica, uma organização similar, mas dos católicos romanos, tornava-se inevitável o recurso à guerra para tentar resolver o conflito latente, o qual foi desencadeado pela secção da Boêmia da União Evangélica.

Na Boêmia (atual República Checa), teve início uma contenda pela sucessão do trono, que envolveu católicos e protestantes. Fernando II de Habsburgo, com a ajuda de tropas e recursos financeiros da Espanha, dos germânicos católicos e do papa, conseguiu vencer os protestantes da Boêmia. Os protestantes, que constituíam a maior parte da população, estavam revoltados com a agressividade da hierarquia católica. Os protestantes exigiam de Fernando II, o rei da Boêmia e futuro imperador do Sacro Império, uma intervenção em seu favor. Entretanto, as reivindicações foram totalmente ignoradas pelo rei, pois este era um católico fervoroso e um possível herdeiro do poder imperial dos Habsburgos. Fernando II estabeleceu o catolicismo como único credo admitido na Boêmia e na Morávia. Os protestantes boêmios consideraram o ato de Fernando como uma infração da "Carta de Majestade". Isso provocou nos boêmios o desejo de independência.

A resposta da maioria protestante não se fez esperar: em 23 de Maio de 1618, insatisfeitos com os católicos que arrasaram um de seus templos, invadiram o palácio real em Praga e jogaram dois dos seus ministros e um secretário pela janela, fato que ficou por isso conhecido como a "Defenestração de Praga" ou "violência de Praga", desencadeando a revolução protestante. Assim iniciava a guerra, que abrangeu as revoltas holandesas depois de 1621 e concentrou-se em um confronto franco-Habsburgo após 1635.

Curta nossa página nas redes sociais!

 

 

Mais produtos

 

Sobre nós | Política de privacidade | Contrato do Usuário | Anuncie | Fale conosco

Copyright © 2009-2014 Só História. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Virtuous.